Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

Penso que a chuva e o granizo que tem caído neste mês de Maio

não é a melhor coisa para a nossa agricultura. Como não sou especialista em lavoura, gostaria que o candidato a 1º.M, Paulo Portas, se pronunciasse sobre esta questão. Pelo que tenho visto, o "Paulinho das Feiras", é o único candidato que mais tem defendido a "lavoura nacional", com afinco e convicção. Em meu entender, esta chuva e este granizo são prejudiciais à lavoura. Ainda há dias vi Passos Coelho, numa cena de teatro, ali para os lados do Fundão, subir a uma cerejeira para encher o cesto aquelas bagas. Provou, sorriu, encenou e disse que estavam boas. Ora, se estavam boas, com esta chuvada fria, as cerejas vão apodrecer na árvore. É urgente fazer mais cenas destas, destinadas à colheitta das cerejas, sejam elas do Fundão, Alcongôsta ou de Resende... Só não compreendo por que razão o "homem da lavoura" -- Paulo Portas -- anda nas arruadas e nas feiras a dar beijocas a torto e a direito, e não acode à recolha da cereja nacional. Outro tanto podia dizer do "camarada Jerónimo" que, nesta emergência nacional, provocada por esta intempérie, não acorreu em socorro dos produtores de Resende, Alcongôsta e Fundão. Será porque estas localidades não fazem parte do Alentejo? Se assim é, pergunto: afinal onde está a apregoada solidariedade com os pequenos produtores e rendeiros?

 

Neste Maio molhado já vimos Passos Coelho num pomar a colher

cerejas. Já vimos Pedro Passos Coelho a usar a sua voz de barítono, numa estudantina, mas tambem num grupo folclórico. Já vimos Pedro Passos Coelho a cantar uma canção do repertório das Dôce, que tiveram fama nos idos de 1980, e onde Passos Coelho andou a namorar uma das moças daquele conjunto de música pop. Já vimos Passos Coelho a falar da TSU, das Parcerias Público Privadas, do desengorduramento do Estado, do "cartão social" destinado a comprar massa, arroz e farinha. Já vimos Passos Coelho a falar sobre um mini-governo, sobre o despedimento sem justa causa, sobre a reforma da SS, do SNS e da escola pública. Já vimos Passos Coelho dizer que "é preciso mudar de vida". Já vimos Passos Coelho falar de tudo e sobre nada... Talvez seja por isso que Passos Coelho anda agora a falar de "medo", um slogan da Velha Senhora, associado à "asfixia democrática". Parece que, à falta de ideias, Passos Coelho passou a fazer campanha eleitoral com a receita do passado... O candidato quer meter medo ao eleitorado, como se este fosse burro, não tivesse cabeça e não vivesse em democracia. O povo não tem medo, mas sabe onde está a "verdade". Não se deixa influenciar com o papão do medo...



publicado por Evaristo Ferreira às 14:41 | link do post | comentar

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