Quarta-feira, 18 de Maio de 2011

O poeta calaceiro, Vasco Graça Moura, que se rendeu à recalcitração,

alinhavou hoje mais um dos seus "artigos de opinião", publicado no DN, onde mostra todo o seu azedume contra Sócrates  e contra este "país de calaceiros profissionais". O ex-poeta, ex-deputado europeu, comentador, político de algibeira, adorador da Velha Senhora, sente-se orfão; ninguem do PSD se lembrou dele para deputado, putativo ministro da cultura, secretário de qualquer-coisa. Sente-se mal-amado, proscrito, ressabiado. Vai daí, desanca em tudo e todos. "Portugal não vale nada e passou a ser um país abaixo de cão", rosna o ex-poeta. "Neste país de subsidio-dependência", "neste país de lorpas" -- destila o ex-poeta -- "ante a repugnante bronquidão previsível no eleitorado deste não-país", é muito provável "que a piolheira mais ignóbil", acabe por votar em Sócrates. Isto "só é possivel num país de lorpas", onde, "mais uma vez, com a canalha analfabeta e irresponsável do costume", Sócrates poderá vencer as eleições... Pela terceira vez, espanta-se o alucinado calaceiro, ex-poeta e tradutor de Dante e de Goethe. O calaceiro e reformado político, nas suas visões alucinatórias, cada vez utiliza mais a linguagem abjecta.

 

Os ressabiados da política são muitos e variados. Numa "viagem"

feita esta tarde pelos escaparates da livraria Bulhosa, em Oeiras, dei comigo a folhear alguns dos "novos autores", e, por entre livrecos, calhamaços e livros normais, encontrei um com o sugestivo título: As Confissões do Piu Piu de Passos Coelho. Não o queria comprar, ainda que barato, pois custava 12,20 euros . Lembrei-me de imitar o Professor Marcelo, lendo páginas soltas, na diagonal, para ver se a oeuvre do Piu Piu tinha merecimento. Não me seduziu. Era banal. Fez-me lembrar uma outra, O Cão de Sócrates. Agora qualquer indígena (excepto o Vasco PV) escre um livro, sobre banalidades. O Piu Piu diz que saiu de casa de Passos Coelho, em Massamá, porque o dono lhe chingava o juizo, de tal forma que quase estava depenado. Bom, não percebi quem era o "autor" daquele insulto panfletário, contra Passos Coelho, nem tão pouco me interessei pelas fofocas nele reveladas. Certamente trata-se, apenas, de mais uma "pedrada" atirada contra o inexperiente Passos Coelho...

Enquanto o "calaceiro" Vasco Graça Moura debita no DN a bílis que o consome, outros entretêm-se a publicar oeuvres sem substância, obras sem interesse literário, destinadas apenas a apoucar e denegrir a carreira, o trabalho e o carácter de quem tenta fazer o seu melhor pela causa pública. A natureza humana, como tudo o mais, não é perfeita. Mas o homem, como ser inteligente, devia separar o útil do acessório. Coisa que poucos sabem fazer com exemplar dignidade. Os restantes limitam-se a rastejar. 



publicado por Evaristo Ferreira às 17:51 | link do post | comentar

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