Terça-feira, 10 de Maio de 2011

No frente a frente de ontém, entre Paulo Portas e José Sócrates,

no canal 4, ficámos a saber que o líder do CDS ainda não tem um Programa de Governo. A 25 dias do acto eleitoral, Paulo Portas, que é candidato a 1º. M, continua a fazer campanha com ideias soltas, desgarradas e sem consistência. Para quem ambiciona chegar a 1º. M, não ter uma Programa de Governo para apresentar aos eleitores -- nesta altura do campeonato -- é uma prova de incompetência da parte de quem se apresenta como alternativa a José Sócrates. De Paulo Portas só há que esperar "promessas avulsas", demagogia, populismo barato. Já lá vai o tempo do CDS/PP, agora é o tempo do embuste e da mentira. Paulo Portas, defende a lavoura, os pescadores, os mais carenciados, os menos favorecidos, os que têm pensões sociais, os professores, os funcionários públicos -- tudo para caçar votos na área do PCP, BE e PS. Já ninguem conhece a ideologia do actual CDS.

 

Após o confronto Sócrates-Portas, assistimos aos "Prós e Contras"

no canal 1. Apenas vi a primeira parte, já era quase meia-noite. Foi penoso ver Eduardo Catroga a falar sem rumo nem convicção. Fez-me lembrar os cartoons de "Mr. Magoo", um velhote, surdo e cegueta, que fala de tudo e sobre nada, que entra na auto-estrada em contra-mão, e nada lhe acontece... Passos Coelho, que foi abandonado pela maioria dos senadores do PSD, "agarrou-se" a Catroga, como um náufrago se agarra a um toro de madeira para evitar afogar-se num rio de águas caudalosas. Com tantos economistas laureados à sua volta, Passos Coelho não conseguiu recrutar um Friedich Hayeck, ficou-se apenas pelo refugo do cavaquismo. Eduardo Catroga já fez a sua rodagem, está gasto, tal como um pneu careca, já não consegue rolar seguro e direito na auto-estrada, mas Passos Coelho dá-lhe corda, como se trabalhasse a pilhas Duracel... Catroga tem algumas vantagens: é casmurro, intolerante, pitosga e surdo -- não houve o adversário.

 

À medida que o PSD vai perdendo vantagem nas sondagens,

Passos Coelho vai radicalizando o seu discurso, numa tentativa de influenciar o eleitorado. Com este procedimento, Passos Coelho mostra que saiu da toca, que está disposto a correr riscos, mas esta não é a natureza de Pedro Passos Coelho... O barítono tranforma-se num mero orador de sacristia. Pausado, mas incisivo; acutilante, mas sem vivacidade; agressivo, mas sem garra nem fulgor -- Passos Coelho tem modos de coelho, não pode fazer o papel de fera bravia. Quando Passos Coelho entra no papel de guerreiro, de general, ou de comandante, torna-se evidente a sua falta de carisma para desempenhar esse papel. Veremos se ele consegue ganhar a batalha eleitoral, aprazada para 5 de Junho.

Mr. Magoo à saida da piscina de sua casa na Aldeia da Coelha.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:43 | link do post | comentar

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