Segunda-feira, 9 de Maio de 2011

Finalmente, o PSD apresentou o seu Programa de Governo, um

programa "ainda mais radical do que o da troika", como disse Eduardo Catroga. Ao fim de 48 dias, após o chumbo do PEC4, Passos Coelho conseguiu alinhavar umas ideias, resumidas em mais 140 páginas A-4, e que, no seu conjunto, representam a matriz do "Compromisso Portugal/Mais Sociedade, e pouco mais. Passos Coelho não deve esquecer que, o verdadeiro programa do futuro Governo é "mais do PEC4, com a receita do FMI". Avançar com fantasias, é pura especulação, destinada a campanha eleitoral.

 

Passos Coelho está pressionado, pelos boys do PSD, mas tambem

pelo lóbi "Compromisso Portugal/Mais Sociedade". Para quebrar este espartilho, Passos Coelho resolveu avançar, contra tudo e contra todos, com as ideias "radicais" propostas pelo ancião Catroga. É uma fuga para a frente, com a intenção de "separar as águas": ou ele ou Sócrates. Como não tem descolado nas sondagens, Passos Coelho resolveu "atacar" em força, escudado pelos peões de brega Carlos Moedas e Eduardo Catroga, ou seja, com o "juvenil" e com o "senil". Em resultado desta ofensiva tardia e descuidada, o Programa de Governo apresentado por Passos Coelho, tem "muita parra e pouca uva" -- todos sabemos que o próximo governo terá como programa de acção, o receituário do FMI. Ora, o "menú" apresentado por Passos Coelho não vai além daquilo que já conheciamos de há muito tempo. O problema é saber, quem vai dirigir o futuro Governo, cumprindo o "guião" do FMI?

 

Passos Coelho radicalizou-se, entrou no "tudo ou nada". Não quer

governar com o PS, mas quer reduzir o número de deputados para 181... Quer alterar a Constituição, mas "escondeu" esse desiderato; quer acabar com os Governadores cívis, mas não diz como; quer reduzir a taxa social para as empresas exportadoras, mas não exige formação para os empresários; quer privatizar parte do capital da CGD, mas numa altura em que os investidores fogem do sistema bancário, etc. Tudo isto não passa de miragens. De resto, se Passos Coelho não quer entender-se com o PS, como vai ele conseguir alterar as leis que requerem uma maioria de dois terços para serem aprovadas?



publicado por Evaristo Ferreira às 14:41 | link do post | comentar

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