Quarta-feira, 27 de Abril de 2011

O país continua suspenso e desesperado até conhecer o diagnóstico

feito pela troika UE/BCE/FMI, que está a proceder à auditoria e à avaliação das contas públicas nacionais. São dias de angústia, mas tambem de confiança. O país espera pelo diagnóstico e pela "receita" prescrita, destinada a curar a doença. Entretanto os "papagaios" do costume continuam a palrar na comunicação social, debitando bitaites foleiros e proclamando oráculos a tôrto e a direito. A corporação dos "papagaios" é a instituição mais activa na palração do niilismo e da vacuidade. Mas é uma "indústria" que colhe bons resultados operacionais: com ela ganham os donos dos media (com realce para as televisões),  e engordam os "papagaios" palradores que se fartam de facturar a recibo verde.

À direita do PS, passados que são 38 dias após o chumbo do PEC4, o PSD ainda não mostrou uma única ideia estruturada para contrapôr ao chumbo do PEC4, nem tão pouco apresentou um Programa de Governo. Apenas ideias vagas, notas soltas, propaladas agora, desmentidas depois. Para quem quer apresentar-se como alternativa a José Sócrates, Passos Coelho não parece ser o "salvador do país", nem do PSD. Um dia fala Relvas, logo à tarde fala Moedas, no dia seguinte Nogueira Leite, e depois aparece a carroça dos "Mais Sociedade"... E, de carroça, não descolam.

À esquerda do PS, tudo se torna nebuloso e poeirento, com os convencinados do BE a recusarem "enfrentar a troika" e a nada proporem para ajudar o país a arrepiar caminho. Procuraram um namoro com o PCP, por forma a conseguirem uma "união de facto", mas Jerónimo de Sousa não aceitou o contrato, certo de que o PCP tem pergaminhos a preservar, e de que é um partido com enorme peso no Parlamento, nos sindicatos, nas autarquias, nas comissões de trabalhadores e nos movimentos associativos da lavoura. O BE é apenas o resto da extrema-esquerda revolucionária, dirigida agora por intelectuais enfastiados, ligados à academia. O BE representa aquilo que se denominou "a esquerda caviar".

O deputado Fazenda vai à Convenção do BE, nos dias 7/8 de Maio, para dizer que "o BE não é um partido-mochila". Com esta terminologia, Fazenda ainda confunde mais os convencionados, e nesta forma intemporal: "o processo de convergência às esquerdas é um desejo de hoje e uma realidade para ontem e pode não existir depois de amanhã, é talvez um produto da Internet, contudo, não tem tradução social e política".

E assim vai a extrema-esquerda: longe do país, fora do jogo político, incapaz de assumir compromissos, e lutar por eles.



publicado por Evaristo Ferreira às 15:00 | link do post | comentar

mais sobre mim
Abril 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30


posts recentes

FIM DE CICLO...

A ENTREVISTA DE SÓCRATES

SÓCRATES NA RTP

PASSOS DE JOELHOS

DESCRÉDITO TOTAL

COM PAPAS E BOLOS...

É A ECONOMIA, ESTÚPIDO!

OS PROFETAS DOS "MERCADOS...

QUE SE LIXE O "PÚBLICO"

OS PAPAGAIOS DO COSTUME

arquivos

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

links
blogs SAPO
subscrever feeds