Quarta-feira, 20 de Abril de 2011

Para fazer uma abordagem ao calaceiro poeta Vasco Graça Moura,

que atirou a sua obra poética para as calendras gregas, "à vassourada", como ele gosta de referir (sempre que fala de limpeza sanitária), é necessário usar de uma linguagem "nova", coisa que ele utiliza nos seus "artigos de opinião" expressos no DN. Eu prefiro usar o português antigo, dos tempos de D. Dinis, pois este sempre é mais assertivo, mais correcto, e menos "vernáculo" do que o português utilizado pelo poeta renegado. Hoje o calaceiro, na sua croniqueta do DN, vem escarnecer do povo português, ao acentuar a sua "natureza calaceira", do seu "feitio de incumpridor relapso", do seu "péssimo nível de qualificação escolar e profissional". O calaceiro poeta diz que "a governação socialista seguiu uma estratégia desmiolada", contribuindo com isso, para "uma certa propensão para a estupidez e a crendice fácil [do povo português] que explica algumas vitórias eleitorais socialistas". De resto -- prossegue o calaceiro -- "Portugal está uma porcaria (da última vez disse "uma merda"). "Depois das precipitações, equívocos e dificuldades do último alargamento, parceiros como nós só causam problemas à Europa". E foi este calaceiro deputado no Parlamento Europeu! Faço ideia do quanto contribuiu ele para arrasar o bom nome de Portugal, e dos portugueses!

Este sujeito está obliterado, ansioso por chegar a hora dele, num governo do PSD, onde possa ser ministro, sim ministro dos cemitérios. Outra coisa não lhe assentará bem, só um cargo destes, talhado ao seu perfil, como albarda para burro. Eu, que em tempos fui leitor da obra poética deste obliterado e rancoroso poeta, temo que algo de estranho se passe com ele. Já não tem a verticalidade de outrora, parece amorfo, torcido, bronco. Talvez lhe faça falta um arrocho, para andar com passo certeiro, e não escoicear a torto e a direito. Porém, se a maleita perdurar, o melhor que o calaceiro tem a fazer é marcar uma consulta, no estaminé do professor Karamba. O inguiço pode passar-lhe, recuperar a veia poética, e abandonar a sua doentia propaganda da má-lingua e da verborreia soez e porcalhona.

A linguagem utilizada por VGM está ao nível dos piores arruaceiros.



publicado por Evaristo Ferreira às 15:21 | link do post | comentar

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