Terça-feira, 19 de Abril de 2011

O Professor Freitas do Amaral foi ontem entrevistado na RTP por

Fátima Campos Ferreira. Foi mais uma entrevista sob o lema "Portugal e o Futuro", título este já usado pelo general Spínola em livro editado em 1974, que haveria de contribiur para minar os alicerces da ditadura e empurrar o MFA para o golpe militar. Freitas do Amaral, um catedrático formado em direito público e em direito administrativo, foi fundador do CDS, candidato à PR e expulso do Largo do Caldas, depois de aceitar ser minstro dos Negócios Estrangeiros no primeiro governo de José Sócrates. Em 2008 queixa-se por falta de saúde, e larga o cargo de MNE. A sua fotografia voltou à sede do CDS no Largo do Caldas, mas em 2009 terá votado PSD, e em Cavaco este ano. Agora não votará PS nem apoiará Sócrates -- porque, disse o académico, houve o Sócrates I e agora o Sócrates II... Mas tem amizade por Sócrates e gostou muito de ter participado no seu Governo. Freitas disse que Sócrates foi excepcional, reduziu o défice para 2,8 por cento, fez reformas no Estado e fez com que a economia subisse para 2,7 por cento em 2007... Só que, a partir daqui, da crise do Lehman Broters, Sócrates II não conseguiu fazer reformas a tempo de evitar a crise... Zapatero sim, fez reformas, e evitou o alastramento da crise -- adiantou Freitas do Amaral.

Este palavreado político de Freitas do Amaral, não é mais do que a cartilha da oposição neoliberal lusitana e europeia. O mestre de direito público vai pelo mesmo caminho, alinha agora na vulgata da São Caetano à Lapa. Zapatero fez -- diz o mestre administrativo -- mas Espanha, apesar de ser a quarta economia da zona euro, tem graves problemas no imobiliário, que levou à falência todas as Caixas de Afôrro, e alguns pequenos bancos, como seja o Banco Pastor, o Banesto e o Bankinter, que estão agora na corda bamba... A banca espanhola, no seu conjunto, precisa de uns 200.000 milhões de euros... É uma segunda Irlanda. Não se percebe a análise feita por Freitas do Amaral -- copiada do neoliberalismo reinante, e apoiada pelas agências de rating que já começam a "advinhar" falhas na economia espanhola, tal como previu Nouriel Rubini há mais de um ano...

Em conclusão: Freitas do Amaral largou o barco do Governo Sócrates I, saltou pela borda fora, e pensa agora em voltar à política através do PSD (foi apoiante de Cavaco) ou do CDS, se os" filhos desavindos" quizerem aceitar o regresso do pai desamparado... Freitas não parece ser coerente, mais parece ser um oportunista. "Sócrates II nasceu com a crise financeira internacional", mas Freitas não admite esse facto, tal como fizeram e fazem os boys do PSD, os que encostaram Passos Coelho à parede: "ou vamos para eleições, ou o PSD faz eleições". Grande descaramento... De quem anda a saltar de cadeira em cadeira, ao sabor do tempo e conforme as conveniências políticas.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:55 | link do post | comentar

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