Segunda-feira, 18 de Abril de 2011

Um mês após o chumbo do PEC4, Passos Coelho ainda não 

conseguiu apresentar um conjunto de ideias para governar Portugal. Pode dizer-se que agora é o FMI, e não o PSD, quem vai governar. Mas Passos Coelho tem que apresentar um programa eleitoral, onde defenderá as suas ideias para governar e com elas atrairá (ou não) o eleitorado. Passos Coelho, inexperiente, colocou o "dream team" do PSD a trabalhar na elaboração desse programa, mas nada sôa cá para fora. Apenas são lançadas umas ideias soltas, logo desmentidas ou rectificadas, como seja a revisão da Constituição, a privatização da CGD, de parte do ensino público, de parte do SNS, das Águas, etc. Coisas soltas e desconexas. O país precisa saber quais são as alternativas. Da parte do PS, já sabemos qual vai ser o rumo.

Passos Coelho está a passar as "passas do Algarve" na São Caetano à Lapa. Ele dá mostras de inquietação e de navegar ao sabor da bolina. Tudo isso é evidente, desde o "golpe palaciano" forjado pelos boys do PSD, quando encostaram o "chefe" à parede: "ou vamos para eleições, ou o PSD vai a eleições". Depois deste ultimatum, Passos Coelho entrou em contra-mão e tem feito uma série de erros fatais. Disse que Sócrates apenas lhe telefonou sobre o PEC4, mas já teve que rectificar: não só lhe telefonou, como tambem esteve reunido com ele em S. Bento. Isto faz parte do "golpe", urdido pelos boys do PSD, contra o Governo do PS. Foi o golpe de misericórdia ao Governo e ao país, que nos conduziu a um beco sem saída.

Após o "golpe", as agências de rating, umas após outras, baixaram a notação da República, da banca e das empresas públicas, para um nível considerado "lixo". A banca viu os activos reduzirem os balanços e a República deixou de poder financiar-se nos "mercados da dívida soberana". Foi um crime de lesa-pátria, que não se pode imputar apenas à oposição, mas tambem a Belém.

Não se admirem pois as vestais, com a dureza da campanha eleitoral. Quem andou, durante seis anos, a denegrir o caracter do primeiro-ministro José Sócrates, vem agora pedir contenção verbal durante a campanha das legislativas, sabendo que isso é impossivel. A "verdade" tem que ser reposta: devem ser apontados os "mentirosos", os "falta de caracter" os "oportunistas" que chegam ou já estão na política... E, pela amostra, nem todos são impolutos. E a verdade, verdade, é admitir que foi a crise internacional quem atrapalhou o Governo e fez o país recuar.



publicado por Evaristo Ferreira às 15:11 | link do post | comentar

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