Quarta-feira, 6 de Abril de 2011

O mundo é composto de mudança. Tudo muda, a cada hora, dia, ano.

A banca nacional era, até há um mês atrás, avêssa à entrada do FMI. Porém, com o chumbo do PEC IV e a demissão do Governo, tudo se alterou. As agências de rating, todas ligadas à banca americana, desferiram golpes mortais na República, na banca, nas empresas estatais, na economia nacional. A tôrto e a direito, as agências Fitch, Standard & Poor's e Moody's baixaram o rating de tudo o que movia o país. Chegámos a um ponto de rotura, aonde o país e a banca não conseguem arranjar dinheiro. E quando a banca de um país seca, é como num incêndio, onde os bombeiros não têm água para apagar o fogo. Mas porque é que a banca já reclama o FMI e apela a um empréstimo "intercalar" -- que ninguem sabe o que isso quer dizer? A razão é esta: os bancos europeus estão a ser rastreados, mais uma vez, com testes de resistência muito severos, superiores aos do ano passado, quando os nossos bancos passaram no exame. Desta vez, com o downgrade da República e da banca para perto do "lixo" (junk), as coisas complicaram-se... Os nossos bancos tambem compraram dívida portuguesa, e agora "estão à rasca". Os activos da banca respeitantes à dívida do Estado, serão penalizados nos "testes de resistência", por se considerar que Portugal pode entrar em insolvência... Por outro lado, a nossa banca não pode socorrer-se do BCE e, no mercado bancário, não consegue financiar-se -- devido ao downgrade da República. Daí a aflição dos nossos banqueiros, que neste momento já reclamam pelo recurso do país ao FMI... apesar de saberem que, durantes alguns anos, não podem ir ao "mercado" para se financiar -- ficam de quarentena. Adivinham-se, assim, as consequências trágicas para a banca, o Estado e a economia em geral.

A rejeição do PEC IV, com a consequente demissão do Governo, são o resultado da irresponsabilidade política demonstrada pelos partidos da oposição e tambem pela incompetência de Cavaco Silva, que não soube acautelar o risco que daí adviria para o país.

 

CÓMICO:- A agenda de trabaho do Conselho de Estado é confidencial, só se torna pública ao fim de trinta anos. Todos os conselheiros do PR têm seguido o dever de reserva, mas a recente nomeação do cardeal Bagão Félix, veio quebrar o protocolo: deu com a língua nos dentes, fazendo de bufo, e mostrando, assim, o quanto o PR anda mal aconselhado.



publicado por Evaristo Ferreira às 18:53 | link do post | comentar

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