Segunda-feira, 28 de Março de 2011

José Sócrates foi, até hoje, o primeiro-ministro de Portugal que mais foi atacado na sua dignidade pessoal pelos seus adversários políticos. Nenhum outro, até hoje, teve que suportar tantos ataques soêzes, como cidadão e como primeiro-ministro, como dirigente do Partido Socialista (PS). Tudo começou em 2004, após a destituição de Pedro Santana Lopes. Continuou após as legislativas de 2005, com a sua vitória eleitoral por maioria absoluta. E prosseguiu, já como primeiro-ministro, com o caso Freeport, com a campanha sobre a sua licenciatura, com a publicação de projectos de casas rústicas que teriam a sua assinatura, e depois com as "escutas a Belém" -- que se viraram contra o feiticeiro. Os ataques continuaram em 2009, antes e durante a campanha eleitoral para as legislativas de Setembro, com a Velha Senhora a falar de "asfixia democrática", e com a pseudo-jornalista Dona Manuela Guedes, da TVI, a farejar nos canos de esgoto e nos caixotes do lixo da Judiciária, para depois fazer um "telejornal travestido" onde acusava José Sócrates de tudo e por nada, como se se tratasse de ciúmes por traição amorosa. Depois das eleições, ganhas por maioria relativa, os seus adversáros políticos continuaram a injuriar Sócrates por tudo e por nada, no Parlamento e fora dele. O gauleiter do CDS, o "Paulinho das Feiras", chegou mesmo a pedir para Sócrates "se ir embora", em plena Assembleia da República. Quanto à Velha Senhora, remeteu-se ao silêncio, na última fila da AR, encorajada e mimada por Pacheco Pereira. Os ressabiados, pela perda das eleições uns, e outros porque não estavam habituados a lidar com um primeiro-ministro corajoso, lutador e visionário, preferiam alguem "gelatinoso", hesitante, sem ideias nem acção.

Agora, depois de tudo isto, assistimos a uma campanha cínica e escolástica, destinada a converter todos os "pecadores", pois vêm aí tempos dificeis (só agora!), sendo urgente uma "convergência entre todos" para poder governar Portugal. Esta mesma gente, que ao longo de seis anos enfernizou a vida de José Sócrates e do PS, vem agora apelar a uma "plataforma democrática", e pedir para esquecermos tudo aquilo que se passou... Isto é de um fariseísmo cínico e hipócrita!... Quem sempre semeou a "guerra", vem agora  pedir a paz dos cemitérios... Não, não deve ser assim,. A "verdade" -- tão cara à ressabiada Velha Senhora e aos seus pupilos -- deve ser colocada na mesa para discussão. Para que sirva de catarse ao país político e à Nação.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:55 | link do post | comentar

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