Sexta-feira, 16 de Novembro de 2012

O Governo aumentou as verbas para o orçamento do ministério da Administração

Interna (polícias) e do ministério da Defesa (militares) do próximo ano em 12,3%... Este Governo está com medo de que possam acontecer graves tumultos. Teme pela sua própria segurança e, para ter o apoio das polícias e dos militares, cedeu a estas duas corporações. Não só vão ter aumentos de ordenado, em tempo de austeridade, como vão gozar de algumas regalias, e serem dispensados de pagar transportes públicos. Esta "gente honrada" traiu-nos a todos. Candidataram-se com um Programa de Governo, mas rasgaram as promessas feitas e têm realizado o contrário de tudo o que prometeram. Para chegar ao "pote", esta gente mentiu de forma grosseira e sem nenhum rebuço. Arranjaram um palavreado esquisito, com o qual têm massacrado os portugueses. Acusaram os contribuintes de terem gasto mais do ganhavam -- um regabofe que tem de acabar, custe o que custar --dizem eles. Mentindo sempre e todos os dias, seguem caminho e estão a conduzir o país para a ruina. As "reformas estruturais" que apregoam não passa de poeira para lançar aos nossos olhos. O que esta gente quer é empobrecer brutalmente este país. Depois, logo se vê. Esta paranóia está em crescendo, e não há ninguem que ponha fim a este descalabro. Agora já vão dizendo que a crise vem de fora: "o problema é sobretudo a Espanha, que deixou de nos comprar"--  dizem eles. Alem disso, "a maior parte dos nossos parceiros, está em recessão ou para lá caminha". Como se vê, esta gente já está a levar nos dentes com a trapaça que inventaram para chegar ao "pote". "Não senhor, a crise que o país está a viver é por culpa do primeiro-ministro José Sócrates" -- diziam -- "é exclusivamente por culpa de Sócrates" -- rematavam eles. No entanto, em 10-12-2008, quando Passos Coelho ainda não pensava no "pote", fez esta declaração: "O Governo tem estado bem nas respostas que tem concretizado para vencer a crise financeira". (Esta gente é assim, como o camaleão, muda de côr a qualquer momento, mente como se fossem rubôs mecânicos).

Alguem veio lembrar que, durante a visita de Merkel a Lisboa, a Chanceler 

explicou que, "por causa da crise financeira desencadeada nos Estados Unidos (2007), e da sua propagação à Europa, os governos europeus desataram a apostar no investimento público (2009) para conter o descalabro das suas economias", mas que, pouco depois, "os investidores começaram a desconfiar de algumas economias (v.g. Grécia) e a duvidar da fiabilidade de alguns países poderem pagar as respectivas dívidas".  Esta é a verdade do "regabofe" que Passos Coelho nunca quiz admitir. Prefere o outro lado da discussão, ou seja, "vivemos acima das nossas possibilidades".  Passos Coelho, que é um neoliberal, tem uma ideia, um objectivo: acabar com o Estado Social, e tornar este país atractivo para os investidores, com baixos salários, sem regras contratuais, tal como se estivessemos no Bangladesh, na Indonésia ou em Marrocos. Esta gente tem uma agenda, e está a cumprir os seus objectivos. Agora, com a subida dos salários às forças policiais e aos militares, pensam que estão protegidos e podem fazer o que lhes der na gana. Enganam-se. Não se pode viver na mentira, eternamente. 

A guerra com Angola (por causa do jornalista Tonet) está a aumentar

de tom. Em Luanda os jornais lembram que em Portugal há famintos.

(Cartoon arrastado do Jornal de Angola).



publicado por Evaristo Ferreira às 14:46 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012

O presidente da República veio ontem dizer que apesar da greve nacional, ele não

deixara de trabalhar. Trabalhou para contribuir que o crescimento económico e o emprego subam em Portugal. Cavaco Silva quiz dizer que ele prefere trabalhar a fazer greve. O que é um disparate, pois ao Presidente da República não é permitido fazer greve. O país paga-lhe para zelar pela Constituição, para promulgar as leis e representar o país. O Presidente veio, mais uma vez, no calor dos acontecimentos, mostrar que não tem estofo para o lugar que desempenha. Afinal, o que é que faz falta ao Presidente? Porque haveria de fazer greve o Presidente? O país não lhe pagam tudo, vencimentos, abonos, casa, água, luz, telefone, carro, motorista, cartão de crédito, Internet, e-mail, etc., etc.? Porque haveria o Presidente de fazer greve? Talvez o cidadão Cavaco Silva não saiba, que ao Presidente da República, não é permitido entrar em greve. Que eu saiba não existe nenhum Sindicato dos Presidentes. Então porque é que o presidente veio ontem desvalorizar a "greve nacional" e, em contraponto, a valorizar o seu dia de trabalho normal? Que ideia tem o Presidente da sua função de alto magistrado da Nação?  Em caso de guerra, desastre natural ou qualquer outra emergência nacional, poderia o Presidente da República entrar em greve e recusar-se a trabalhar ou a acompanhar as operações de socôrro e salvamento das populações? Fracamente, não entendo o pensamento de Cavaco Silva. Já na última campanha eleitoral para a Presidência Cavaco Silva mostrou que é uma criatura de fraca dimensão humana. Uma velhinha abeirou-se dele para pedir um "aumentozinho" para a sua reforma. Mas Cavaco fez orelhas moucas e respondeu à velhinha: olhe, vê ali aquela senhora, é minha mulher, foi professora, mas a reforma dela é apenas de 800 euros... 800 euros, veja só! E Cavaco Silva foi-se embora, seguiu caminho, deixando a velhinha sem resposta. Quando as pessoas são mesquinhas, rancorosas e hipócritas, raramente acedem a ouvir o lamento dos outros. Ontém Cavaco Silva veio dizer que não ouviu os protestos de rua feitos pelos 15,8% de desempregados, pelos pensionistas a quem o Estado roubou os subsídios de Férias e de Natal, pelos jovens que são obrigados a emigrar, e pelos milhares de casais que tudo perderam por perderem o seu emprego. Os portugueses bem precisavam de ter em Belém um presidente amigo. Mas não têm...  

Cavaco Silva está em comunhão com este Governo que ajudou a chegar ao "pote".



publicado por Evaristo Ferreira às 16:40 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012

Temos falado muito da derrapagem nas nossas contas públicas. Isto acontece

porque este Governo não consegue acertar em nenhum dos objectivos inscritos nos Orçamentos de 2011 e 2012, e será assim em 2013... É uma desgraça o que Passos Coelho tira da cartola. Para além disto, não venho aqui falar das derrapagens no Parque Escolar, porque o ministro Nuno Crato já fez propaganda dos desvios orçamentais. Hoje, quero falar das derrapagens em obras públicas na Alemanha, país que é apontado por esta "gente honrada", como o zénite do rigôr, da competência e do equilíbrio orçamental nas obras públicas. A prova de que a incompetência não é maior em Portugal do que é na Alemanha, tem a ver com a construção do novo Aeroporto de Berlim, o Berliner Brandburg Airport, que devia ter sido inaugurado em 2011, mas devido ao atraso nas obras, ficou adiada a abertura para Junho de 2012. Mas aconteceram diversos percalços de engenharia, e a sua inauguração ficou aprazada para Março de 2013. Só que, nesta altura do campeonato, já se adivinham mais atrasos e, por isso, a obra final será inaugurada em 27/10/2013... De um custo inicial orçado em 2, 500 mil milhões de euros, já leva uma derrapagem de 1,000 mil milhões, estimados em Junho deste ano, mas que deverá ir muito além desse montante. Segundo o jornal Der Spiegel, os atrasos devem-se a erros de engenharia, planeamento e materiais defeituosos. Um primôr para a imagem da engenharia alemã. Custa a crer, mas a obra está enguiçada, dirão os fervorosos defensores da produtividade alemã. Afinal, por cá, coisa parecida, só aconteceu com as "obras de Santa Engrácia", concluidas no final do século XX. Mas na Alemanha existe uma entidade , defensora do contribuinte, e que deveria ser copiada pelos homónimos portugueses. A Associação dos Contribuintes (alemães) publicou recentemente um Livro Negro sobre a construção de obras públicas, onde é evidente que o "regabofe" das derrapagens é coisa duradoura. Além do Aeroporto de Brandburg, são referidas derrapagens orçamentais na construção do Parque de Diversões de Nürburgring, no Museu Burg Wissen (de 3 para 9 mil milhões), no Centro de Artes Dortmund U-Tower (de 54 para 83 mi milhões), na recuperação do navio Gorch Fock, veleiro da marinha alemã, (de 1 para 10 mil milhões de euros)... (Nada consta sobre os submarinos vendidos a Paulo Portas).  Não há dúvida, se a Alemanha não fosse um país rico, já andava, a esta hora, junto do FMI, a pedir um Memorando de Entendimento destinado a financiar as "derrapagens das suas obras públicas". O dinheiro corrompe, disse alguem avisadamente.

O nosso Aeroporto de Beja, mais pequeno, é verdade, foi construido sem derrapagens e nos

prazos convencionados. Sendo um projecto da engenharia portuguesa, construido apenas por

empresas nacionais, não deixa de ser uma obra útil, já que o tempo corre a favor do Alentejo... 

(Na foto: pormenor do "enguiçado" Aeroporto de Brandburg em Berlim).



publicado por Evaristo Ferreira às 14:39 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 13 de Novembro de 2012

Durante o Governo de José Sócrates as exportações portuguesas chegaram

a crescer 67%, até à crise do subprime (crédito imobiliário de alto risco). Na primeira legislatura o Governo de José Sócrates criou condições para o país expandir as exportações para a Ásia, África, América do Sul e o Magrebe. Foi o tempo em que Sócrates, antes das reuniões com empresários, fazia o seu jogging matinal em Pequim, Luanda, Bombaim ou Rio de Janeiro, tal como fazia Clinton, John Howard e Sarkozy, mas que muito irritava os púdicos políticos da oposição ao Governo do PS. Apesar da crise financeira iniciada em Julho de 2007, mas declarada apenas em Outubro de 2008, aquando da falência do gigantesco banco norte-americano, Lheman Brothers, as exportações vinham crescendo até Março de 2011, embora em menor grau. Depois, com a chegada desta "gente honrada, cumpridora da palavra dada", o AICEP levou uma volta e Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros, armou-se em vendedor internacional mas, excluindo as viagens que fez até Angola e Brasil, pouco mais ficou. O Magrebe (Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia) ficaram no esquecimento. Mesmo assim, as exportações cresciam. Este ano iam menos mal, mas em Setembro, cairam 6,5%... Foi o alarme. O país importador com grande potencial para Portugal é Angola. Trabalham ali cerca de 100 mil portugueses. Empresas ligadas à engenharia e construção, tais como a Mota-Engil, Soares da Costa, Teixeira Duarte e outras, estariam agora na falência caso não estivessem a laborar em Angola. Mas as coisas podem complicar-se, por causa do caso Tonet, que editou um livro onde lança suspeitas sobre os dirigentes angolanos. Tonet, William Tonet, é um advogado estagiário, fundador do partido CASA-CE, e jornalista que detem a Folha 8, semanário angolano. Portanto Tonet é estagiário sem carteira profissional, é estagiário político, e é jornalista em estágio. Tonet foi recebido na SIC-N pelo seboso Crespo (de origem angolana), onde o estagiário pôde dar largas à sua indignação. Nestas coisas o seboso Crespo é generoso e ajuda sempre a deitar terra na cova do morto.  Em resumo, os dirigentes angolanos querem processar Tonet por difamação e querem que o seja aqui, em Portugal. Este processo pode vir a causar estragos políticos e comerciais ao nosso país. Não esqueçamos que Angola é, neste momento, o maior investidor no nosso país... Lá se vai o crescimento das exportações para Angola... Quanto ao Tonet, convém lembrar que foi ministro do Interior no tempo de Agostinho Neto, mas era um nitista, ou seja, estava ligado ao Fraccionismo de Nito Alves, que havia de conduzir a um golpe de estado falhado. Nito Alves era mais radical, mais favorável às relações com a União Soviética. O exército cubano acabou com e fraccionismo de Nito. Quanto a William Tonet, fez pela vida, e é agora dirigente da CASA-CE, um pequeno partido político que concorreu às últimas eleições. Perante esta breve resenha, ficamos a conhecer melhor o que move o advogado estagiário William Tonet.

O semanário SOL, dirigido pelo arquitecto Saraiva, é propriedade da

angolana Newsworld, mas até agora ainda nada disse sobre o caso

Tonet. Para saber mais sobre este processo pode aceder aqui.

(Cartoon arrastado do Jornal de Angola).



publicado por Evaristo Ferreira às 15:41 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012

Ainda não me inteirei de todo sobre o modo como tem decorrido a rapidinha

feita por Merkel a Lisboa. Os portugueses estão divididos, uns acham que sim, que é muito bem-vinda, e outros não a querem por cá, acusando-a de ser a causa de todos os males que se abateram sobre o país. Por mim, a Chanceler Merkel está à vontade, que venha muitas vezes e que leve uma imagem positiva de Portugal e dos portugueses. E como o dia de hoje está soberbo, ameno e soalheiro, a Chanceler Merkel vai ficar triste por não ter tempo para gozar deste clima primaveril. Ela vai voltar, e vai dizer agora que este país é maravilhoso para passar férias, de verão e no inverno. O nosso país pode vir a tornar-se na Florida da Europa ocidental. Angela Merkel vai fazer mais por Portugal do que o "produtor e realizador cinematográfico" Marcelo Rebelo de Sousa, que fez um vídeo sobre Portugal, onde mostra que ele não percebe nada de cinematografia, de representação, de casting, de script, de tudo e mais alguma coisa sobre cinema. O vídeo produzido pela Professor Marcelo é tão piroso, tão rasca, tem inócuo que até foi filmado em Belem, junto ao monumento dos Descobrimentos, numa tarde enevoada, chuvosa, a mostrar o contrário daquilo que a Chanceler Merkel pode ver hoje com os seus olhos: clima ameno, cheio de sol e um céu azul infinito como não há, por estes dias de Outono, em Berlim.

Quanto aos protestos, prometidos para este dia, contra a Troika, Merkel ou

 FMI, digo o seguinte: às 12,00 horas fui fazer o meu jogging pelo Passeio Marítimo, entre Santo Amaro de Oeiras e a Praia da Torre (S. Julião da Barra). O trânsito na Marginal era escasso. Junto ao Forte, onde a Chanceler Merkel iria almoçar e reunir com o Governo, estava tudo normal. Às 14,00 horas, continuava tudo sossegado, excepto o Falâncio do costume, que fazia pela vida, procurando fama e proveito, com altifalante na mão. Àquela hora, havia uns mirones à espera da chegada de Angela Merkel. Havia muita polícia, em número superior aos mirones, e o dispositivo de segurança era visível: em terra havia cinco carrinhas da PSP, guardas ao longo dos muros da fortaleza; no mar, havia duas lanchas de vigilância à volta do Forte. No ar, a intervalos breves, passava um helicóptero. Na Marginal, o trânsito era normal e fluido. O povo é sereno! -- diria o falecido Almirante Pinheiro de Azevedo, que neste dia, há 36 anos, era primeiro-ministro e estivera cercado na Assembleia da República, na companhia dos deputados eleitos.

O Forte de S. Julião da Barra é utilizado pelo ministro da Defesa, Aguiar Branco.

No almoço de hoje, oferecido à Chanceler Merkel, vai estar Paulo Portas, que já

foi inquilino deste baluarte, nos tempos de Barroso e de A Caminho para Bagdade.

Portas conhece os cantos da casa. Foi daqui que partiu com malas de fotocópias

de milharres de documentos secretos do Estado. E quem nos diz agora, que entre

aqueles, não estavam os documentos relacionados com a compra dos submarinos!

 

 



publicado por Evaristo Ferreira às 14:52 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012

A ideia que tenho sobre o actual momento político é a de que este Governo

está perdido no mar alto. Passos Coelho, que devia ser o timoneiro do barco, navega à vista, sem rumo certo, e os seus ministros, lá vão fazendo pela sua vidinha, contando os tostões à medida que os impostos vão sendo cobrados. É uma faina dura e sem resultados práticos. Pescar em alto mar não é tarefa fácil, sobretudo para gente que nunca aprendeu a pescar em dias de nortada e borrasca valente. Passos Coelho largou e leme do barco e dedica-se agora à oração, pedindo à Virgem Maria para salvar este país. Ele vive como um asceta, arredado de todos, cheio de fé, e convencido de que o barco vai chegar a bom porto. Por mais avisos que lhe dirijam, ele não dá atenção a ninguem, nem aos ministros mais íntimos.  O Relvas continua a semear a confusão entre a tripulação do barco governamental. O ministro Álvaro, que deixou de comer pasteis de Belém, anda agora armado em animador da tripulação. Todos os dias tem uma história de sucesso para contar. Já prometeu que dentro em breve vai haver muita pescaria, e então sim, a indústria a bordo do barco governamental vai prosperar. Já pensa em exportar conservas para a China e a Indonésia. Nos intervalos deste delírio alvarinho, os demais ministros de Passos Coelho vão reparando as redes de pesca, preparam a salga, e Gaspar faz contas aos impostos a cobrar sobre toda aquela actividade piscatória. De vez em quando, a ministra Justiceira sobe ao convés e fala sobre a arte de bem castigar toda a impunidade, em terra, mar e ar. Enfim. O timoneiro Passos Coelho largou o leme, o barco anda à deriva, a anarquia reina a bordo, a produtividade é cada vez mais baixa, e ninguem sabe para onde vai, nem o que anda a fazer naquele barco desgovernado. Andam todos convencidos de que alguma coisa de gratificante vai acontecer, um milagre, ou talvez a multiplicação dos impostos. 

Agora até o inquilino de Belém anda arredado do povo, ele que em tempos tanto

gostava de fazer Roteiros para animar as gentes, dizendo que "o país não podia

suportar mais impostos" -- um remoque a José Sócrates. Ele que em tempos foi o

homem do leme e pedia: "Deixem-me trabalhar!... " Agora não é capaz de corrigir

as coordenadas ao arrais Passos Coelho, que navega à vista, rumo ao naufrágio.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:57 | link do post | comentar

Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012

A 7 de Novembro de 1941 a Wermacht do III Reich estava às portas do

Kremelin. Os moscovitas estavam angustiados, mas Estaline mandou organizar uma grande Parada Militar na Praça Vermelha, destinada a marcar a grande ofensiva contra as tropas invasoras de Hitler. Este evento fez despertar o brio e a valentia do povo soviético. Aquela data ia marcar uma viragem na guerra e seria a primeira grande derrota dos exércitos de Hitler. Guderian e outros grandes generais da Wermacht seriam escorraçados pelo Exército Vermelho e pelo General Inferno. Hitler e os seus generais tinha-se esquecido da História. Já Napoleão fora derrotado nas planícies geladas da Rússia. Esta data marca o início do fim dos exércitos do III Reich na Europa.

No desfile da Parada Militar de ontem, em Moscovo, participaram veteranos

da II Grande Guerra, carros de combate e armamento daquela época.

Estes eram os soldados equipados e armados para combater na neve. OS

exércitos da Wermacht não tinham este fardamento. Onde quer que estivessem

na imensidão dos campos cheios de neve, eram logo reconhecidos e atacados

pela artilharia ou pela aviação. A tropas do III Reich foram dizimadas pela fome,

pelo frio, pela falta de provisões e pela tenacidade dos voluntários sovieticos.

DERROTA - A Grécia rende-se ao diktat da Troika. O Governo heleno aprovou

ontem o Orçamento para 2013, com cortes de mais de 10.000 milhões de euros...



publicado por Evaristo Ferreira às 16:22 | link do post | comentar

Terça-feira, 6 de Novembro de 2012

Esta gente que prometeu "cortar nas gorduras do Estado" e não aumentar os 

impostos (mas que outra coisa não tem feito), transformou a nossa vida numa "apagada e vil tristeza", como diria o vate. O quotidiano das nossas vidas, com esta gente a (des)governar o país, foi transformado num inferno. Apetece-me citar o Eça: este país parece uma choldra. O desânimo está a apoderar-se de mim. A desilusão -- quanto ao futuro -- é total. Estou farto de ouvir o lento matraquear do ministro das Finanças; estou cansado de ouvir o desclassificado Dr. Relvas; não consigo entender o que pretende fazer do Ensino, o ministro-matemático Nuno Crato; cansa-me ouvir a minisra da Lavoura a prometer mundos e fundos do QREN, quando é sabido que Vitor Gaspar não dá cheta para o investimento; irrita-me ouvir o ministro Álvaro quando fala nos "maiores investimentos de sempre", vindos de multinacionais, que estão a cortar no investimento e a vender nacos de activos, por falta de financiamento; o ministro da Solidariedade, Mota Soares, dá-me vontade de rir quando diz que vai aumentar os mais carenciados, mas depois cria um corte de 10% nos subsídios de doença e desemprego; O ministro dos Estrangeiros, pai do Partido do Contribuinte, vive encafuado nas Necessidades, para mais tarde recordar que o "enorme aumento de impostos" não é da sua autoria (não me vêem na foto, pois não? -- responderá mais tarde). O presidente Cavaco Silva, deixou de promover os Roteiros, ou seja, as suas viagens pelo país real, onde costumava criticar Sócrates, com a frase "há limites para os sacrifícios do povo". Agora distingue-se pelo silêncio esfíngico. Nos mentideros fala-se em doença, o presidente sofre de amnésia, afirmam alguns. Antes isso, do que sofrer de Alzeimer. A amnésia trata-se com as leituras... dos Roteiros escritos pelo presidente.

Este sentimento de "apagada e vil tristeza" seria aliviado, ou totalmente eliminado, se pudesse

deslocar-me ao Sahra, por oito dias, a fim de adquirir um novo jeito de encarar a vida com mais

confiança. Para isso, o melhor fazer uma viagem pelas areias do deserto, onde pouco ou nada

se vislumbra, a não ser a imensidão do vasto areal... À noite, o deserto é um altar de silêncio.



publicado por Evaristo Ferreira às 15:25 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 5 de Novembro de 2012

Vivemos uma situação humilhante, perigosa e a caminho da bancarrota.

O Governo de Passos Coelho fez deste país o refém de todas as desgraças. A situação piora de dia para dia, sem que seja possivel prever o desfecho deste descalabro. Ainda não digerimos o "assalto fiscal" de 2012 e já está programado "o maior aumento de impostos" para 2013. A par desta ameaça, já se fala de um Orçamento Rectificativo para 2013 no montante de mais 831 milhões, devido ao agravamento da recessão. E o povo aqui está , a ser (des)governado pelos neoliberais, habituando-se agora a viver da caridadezinha em vez de se opôr aos desmandos desta "gente honrada". O confisco aos reformados foi, e vai continuar a ser enorme. Apesar disso, o desgoverno é tão incompetente que já estamos a ser governados por funcionários de instituições estrangeiras. O Governo de Passos Coelho falhou os objectivos, desisitiu de governar, eclipsou-se. O povo já odeia esta "gente honrada", que prometeu uma coisa e fez o seu contrário. A situação política degrada-se de dia para dia. As instituições são administradas por esmolas, em duodécimos. O Governo está temente, vive barricado em S. Bento, protegido pela polícia de choque. Nenhum ministro arrisca a deslocar-se sem protecção policial. O cáos instalou-se em S. Bento. A actividade política está inquinada, tal como estão as águas pantanosas. Diria mais: toda a actividade política fede a cloaca. O país cheira mal, por falta de higiene no "rigôr e na transparência" da acção política. Este Governo tem ministros "mortos", que fedem e nao se vê quem possa proceder à sua cremação. O povo queria outro Governo, mas já seria bom para o país, se houvesse apenas uma remodelação governamental. Infelizmente, o PdaR, Cavco Silva, tambem está acantonado, feito refém, no seu Palácio em Belem. A GNR está de prevenção, a cavalo e a pé. Cavaco tem saudades de percorrer o país a pregar Roteiros, mas tem sido vaiado, aqui e alí, e agora tambem já teme o povo que o elegeu. O PR, que deveria ser o árbitro da acção política nacional, está mudo e quedo... Ele, que ainda há dois anos andava pelo país a pregar "há limites para os sacrifícios", e "os portugueses já não suportam mais impostos", está agora refém, mudo e receoso do povo, encurralado no seu Forte de Belem.   

O primeiro-ministro Passos Coelho e o seu Governo, bem como o presidente Cavaco Silva,

vivem isolados, longe do povo que os elegeu-- cada qual no seu Forte Apache --defendido

por forças políciais, exército e milicias privadas. Eles temem ser vaiados e apupados na rua.



publicado por Evaristo Ferreira às 15:09 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 2 de Novembro de 2012

Esta gente que nos governa já não tem legitimidade para o fazer.

O Governo presidido por Passos Coelho-Vitor Gaspar-Paulo Portas perdeu toda a legitimidade para continuar a governar este país. Passos Coelho prometeu não aumentar impostos nem desmantelar o Serviço Nacional de Saúde, o Ensino Público e a Segurança Social. Foi com este caderno de encargos que o eleitorado o elegeu para ser primeiro-ministro. Ao violar as promessas feitas ao povo que o elegeu, Passos Coelho não está em condições de continuar a governar. O que Passos Coelho está a fazer, é uma fraude. O país precisa de encontrar uma solução para correr com esta "gente desonesta". Neste momento, Passos Coelho e os seus ministros já não controlam a situação. O Governo é manipulado pelos ministros-sombra, pelos senhores do FMI e pelos banqueiros e empresários da direita radical. Esta espécie de vassalos do Governo, de quem esperam benesses, está reresentada pelo "bancário" Fernando Ulrich ("O povo aguenta mais impostos. Ai aguenta, aguenta!") e pelo ex-dirigente da CIP, o senhor Vanzeller ("Os salários têm que descer, ainda mais"). A par destes "abutres", outra espécie de gente há, que defende este Governo de neoliberais. Nas televisões, está o Marques Mendes, conselheiro de Estado, que avança com as medidas do Governo, antes deste as apresentar ao país; está o Professor Marcelo, que tudo faz para ser candidato à PR pelo PSD, e já afirmou que quem "cortou 50% do subsídio de Natal em 2011, foi José Sócrates", mentindo assim, com todos os dentes; está o seboso Mário Crespo, que convida sempre alguem do Governo para ajudar a malhar na oposição; e estão a maioria dos jornalistas que, asfixiados pelo poder económico, não querem perder o seu emprego; e depois ainda há os "funcionários" da Troika, que ajuda Passos Coelho a "refundar" o que ele prometeu, e nunca teve a coragem de fazer: o "corte nas gorduras do Estado" e nos "custos intermédios". Neste momento, Portugal é governado por "funcionários" do FMI, função da qual se demitiu o Governo de Passos Coelho. Chegámos a este "golpe democrático", engendrado por esta "gente desonesta".

EM PLENO DIA... (Cartoon de António no Expresso).



publicado por Evaristo Ferreira às 12:56 | link do post | comentar

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