Segunda-feira, 14 de Março de 2011

O primeiro-ministro, José Sócrates, foi encurralado pelo Presidente Cavaco Silva, no dia em que este tomou posse, e pela oposição, desde que aquele passou a governar com maioria relativa. Tudo foi conduzido no sentido de obrigar Sócrates a desistir de ser primeiro-ministro. Houve a campanha do CDS destinada a "descredibilizar" Sócrates; houve a manobra de Cavaco para evitar uma "crise governamental" antes da sua re-eleição; houve uma campanha para remodelação do Governo, que já se esfumou; houve a "ruptura" na tomada de posse de Cavaco, com o discurso "cruel" e imparcial do re-eleito Presidente. A par de tudo isto, os juros da dívida soberana tocaram os 8,00 por cento e o preço do petróleo, aliado à crise do Magrebe, alcançou os 120 dólares por barril, quando no Orçamento de Estado se havia estimado um preço de 85 dólares... Como se tudo isto não bastasse, a oposição, embalada pelo discurso da "magistratura activa" do PR, continuou a congeminar a queda de José Sócrates, chegando a atropelar-se na apresentação de "moções de censura". Com o silêncio de Cavaco, desde a re-eleição até à sua tomada de posse, os boys do PSD entraram em esquizofrenia, avançando com um plano de governo, orientado por António Carrapatoso, o homem do "Compromisso Portugal"... No dia da tomada de posse, Cavaco Silva, ignorando os "mercados" e a origem da crise financeira que assolou todo o mundo, despejou sobre o PS o rol de todas as desgraças que afligem este país. Cavaco Silva falou de uma "década perdida", de "sonhos e de ilusões", e esqueceu-se de que este país faz parte da UE, da Zona Euro, do Banco Central Europeu, e de que, tambem foi afectado pela crise financeira, como todos os demais países... Ou seja, a partir da "ruptura", tudo se complicou, toda a gente começou a gritar, tudo se virou contra Sócrates, até a "Geração à Rasca"  aplaudida e estimulada pelo Presidente Cavaco Silva.

Moral da história: por mais que um homem tenha vontade de lutar contra a crise e o péssimismo, mais tarde ou mais cedo, acaba por baquear, por efeito da arruaça e do verbo sibilino daqueles, que tinham obrigação de saber, que não é na rua que se resolvem os problemas. É impossivel José Sócrates continuar a remar, quando todos os outros não vêem a "crise", apenas sentem ódio pelo primeiro-ministro. De tal forma que os leva a nunca estarem dispostos a ajudar, não querem saber de nada, a não ser o chegarem à mesa do poder. Venham pois as eleições, venha o "salvador da pátria", deixemos o PR a escrevinhar no Facebook, para os "jovens" da "Geração à Rasca"... Desenrascam-se!

 

PARA OS RESSABIADOS: Os juros da dívida nacional desceram 32 pontos, dos 7,984 para 7,664 por cento, a 5 anos; 17 pontos para os 7,421 por cento no prazo a 10 anos. Por outro lado, a OCDE vem dizer que "a trajectória da economia portuguesa é de acelaração!...



publicado por Evaristo Ferreira às 14:52 | link do post | comentar

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