Sexta-feira, 4 de Março de 2011

Vivemos um tempo de enormes dificuldades, mas os políticos que temos -- a oposição que temos -- não se mostra preocupada em ajudar o Governo a resolver os problemas, antes pelo contrário, procura é atrapalhar a acção governamental. Prova disso é o decreto parlamentar aprovado hoje na AR com os votos do PSD-PCP-BE. O maior partido da oposição, o PSD, procura, assim, aliado à extrema-esquerda, torpedear as medidas de contenção orçamental tomadas pelo Governo do PS. Com esta medida, a despesa do Estado vai subir em 139 milhões de euros. Chegamos a este ponto de rutura: a oposição não deixa o PS governar. Aliado à extrema-esquerda, o PSD abre o caminho para "armadilhar" as contas do Governo. É a pressão dos boys do PSD sobre Passos Coelho, para provocarem a queda de José Sócrates, e reclamarem eleições antecipadas. A irresponsabilidade política desta gente, conduz Portugal para o abismo. E acaba por dividir, mais uma vez, o PSD. Ontem apontei aqui o nome dos boys que andam a minar a estabilidade política exigida pelo PR e por parte do PSD. Hoje registo o nome daqueles que estão interessados em dar ao Governo, a oportunidade de resolver a crise do país. Em primeiro lugar está Passos Coelho, depois estão Rui Rio, Manuela Ferreira Leite, Pacheco Pereira, Santana Lopes, Eduardo Catroga, Nogueira Leite. Estes são os que têm consciência de que, este tempo, não está para aventureirismos políticos, e defendem que o acutal Governo deve governar, e bem, até final do seu mandato. Os boys apontados no post de ontem, incluindo António Carrapatoso, defendem a demissão do Governo e a convocação de eleições antecipadas... Decididamente, o país está à mercê desta gente. E, para tornar as coisas mais dificeis, o presidente do PSD, Passos Coelho, nem sequer tem assento no Parlamento para poder evitar os desvarios dos seus deputados, que hoje aprovaram o decreto-lei sobre o ensino básico, donde resulta um agravamento da despesa na ordem dos 139 milhões de euros. Por este andar, se Passos Coelho não mostrar a sua discordância, o Grupo Parlamentar do PSD passa a governar o país em "comunhão de bens" com o PCP e o BE... Sem legitimidade institucional. Pior: este episódio pode dar inicio à fragmentação de tendências dentro do PSD. E mais uma vez vamos assistir à degradação da vida política, e ao adiamento de soluções políticas para o país.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:50 | link do post | comentar

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