Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

A oposição ao Governo na Assembleia da República, com destaque para o PCP e agora o BE, mostra a irresponsabilidade política dos seus dirigentes perante a "emergência financeira" em que o país se encontra. Primeiro veio o "camarada Jerónimo" dizer que a salvação do país estava numa moção de censura a apresentar ao Parlamento, destinada a apear o Governo. Naquela altura, os confederados do BE, desvalorizaram a proposta do PCP, alegando ausência de "efeitos práticos". Passados tres dias, Francisco Louçã dá o dito por não dito e fez pontaria ao Governo com uma outra moção de censura, marcada para o dia 10 de Março. Louçã não matizou as razões para deste desafio, mas deixou no ar um sinal de que se demarcava do PCP, por questões de ideologia. Esta escaramuça, feita no Parlamento no dia da greve dos transportes públicos, veio mostrar como a extrema-esquerda nada tem para oferecer ao país, a não ser "greves", protestos e a irresponsabilidade dos seus dirigentes. A sua acção parlamentar baseia-se apenas na "política de terra queimada": quanto pior, melhor. Louçã aprazou a sua "moção de censura" para a véspera do Conselho dos países do Eurogrupo, em Bruxelas. Certamente para desacreditar o primeiro-ministro, fragilizando as reivindicações de Portugal e mostrando aos "mercados" da dívida pública que Portugal não tem emenda, nem responsáveis políticos que mereçam credibilidade... A cegueira política dos nossos dirigentes da extrema-esquerda, que se degladiam para conquistar os seus eleitores, mostra como colocam os seus interesses partidários acima dos interesses do país. Ao lado destes pigmeus, está o CDS, que se prepara para "jogar" com votos de todas as côres políticas. Quanto ao PSD, nota-se que ainda não chegou a sua hora, mas os "boys" estão ansiosos por chegar à mesa do poder. Passos Coelho segue o seu caminho, mas os "boys" estão frenéticos, não estão dispostos a esperar mais tempo. Com esta pressa, Coelho pode cair numa emboscada, donde dificilmente sairá ileso.

Entretanto estamos em meados de Fevereiro, ainda não há resultados da Execução Orçamental, ainda não foram aplicadas todas as medidas do PEC III, nem temos a certeza de que a economia vá resistir à recessão, e os "mercados" têm os olhos postos em nós... Mas a oposição quer acabar com todas as expectativas, convencida de que tem uma varinha mágica para sair desta crise económica, "milagre" que nenhum país europeu ainda conseguiu realizar nas suas finanças, nem nas suas débeis economias...

Alívio em tudo o mundo. Euforia na Praça Tharir no Cairo, em todo o Egipto.

Finalmente o "faraó" Mubarak cedeu ao clamor do povo. Foi-se embora...



publicado por Evaristo Ferreira às 14:45 | link do post | comentar

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