Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013

Desde que foi eleito e sucedeu a José Sócrates, António José Seguro tem vindo

a renegar o "passado" do PS. Seguro é um dirigente político sem história, sem grande currículo, que foi instruido e formatado na escola dos jotinhas, tal como sucedeu com Pedro Passos Coelho. Tanto um como outro nada têm a ver com a cultura política de Mário Soares ou de Sá Carneiro, fundadores da democracia portuguesa. Daí que se trate de dirigentes híbridos, com pouca ou nenhuma experiência de governação, seja numa Câmara Municipal seja numa simples Junta de Freguesia. Este é o paupérrimo currículo dos dirigentes políticos responsáveis pelo PSD e pelo PS. O secretário-geral do PS, António José Seguro, logo que foi eleito, tentou dividir o PS, rodeando-se daqueles que o elegeram. Ora, em 2011, ao sair do Governo,o PS tinha um núcleo de militantes com larga experiência parlamentar e governativa, mas Seguro ignorou a maior parte deles. O sonho de Seguro era ter um partido dócil, pronto a seguir o seu líder, e que não contestasse a sua acção. Seguro, além de dividir o PS, quis esquecer o "passado recente", ou seja, a governação de José Sócrates -- que tantos engulhos causou à direita portuguesa. Seguro em vez de defender o passado do PS, fez orelhas moucas aos apêlos vindos do Grupo Parlamentar no sentido de se constestar os ataques da direita ao governo de Sócrates, mas preferiu fazer uma oposição "com elegância e cortesia"... A direita aplaudiu, e tem tido em Seguro um amigo e gentil-homem. Depois do confronto com António Costa, na séde do PS, espero bem que Seguro comece a unir o partido em vez de gerir uma parte do mesmo. É preciso criar "unidade na diversidade". Seguro não pode dividir, nem esquecer o passado glorioso e exemplar do PS, que foi dirigido por gente de grande dimensão política, humana e cultural.

José Sócrates foi um dos melhores dirigentes que o PS teve. Sócrates foi o primeiro

socialista a obter uma maioria absoluta. Ficará na história como político abrangente,

visionário e de grande capacidade de trabalho. É um político que honra a história do

PS e a democracia portuguesa. De Seguro, é de estranhar a indignidade do seu silêncio.



publicado por Evaristo Ferreira às 17:30 | link do post | comentar

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