Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013

Este mês de Janeiro tem sido rico em sinais de mudança a nível nacional e

internacional. A chegada em força do Inverno, veio lembrar-nos os últimos anos de seca. Estas fortes chuvadas estão a lavar a sujidade causada não apenas pelos actos mas tambem pelas palavras dos Velhos do Restelo. As alterações climáticas voltam a estar na ordem do dia. Na política nacional, Tozé Seguro resolveu colocar de parte o seu Laboratório de Ideias para vir endurecer a oposição ao Governo de Passos Coelho (a quem havia prometido "uma oposição com elegância e cortesia"). Agora, seguro de si, Tozé Seguro prometeu levantar umas baias à volta da Coligação de Direita a fim de delimitar-lhe a acção governativa em tudo o que fôr para além das "linhas vermelhas" marcadas por Seguro. Isto vai ser uma luta renhida, e  Tozé Seguro até já veio afirmar que vai passar a andar de gravata côr de rosa, tal como fazia Sócrates. Mas para além deste episódio picaresco, está a verficar-se uma verdadeira mudança, vinda do lado do Governo. Vitor Gaspar aceitou a ideia de Jean Claud Junker, ou seja, Portugal vai ter prazos mais dilatados para o pagamento da dívida. Possivelmente tambem haverá um ajustamento nos juros, respeitante à parte correspondente ao montante do empréstimo do FEEF. Finalmente o frio e calculista Gaspar, cedeu aos apelos da oposição e à boa vontade do Eurogrupo. A nível internacional, os sinais de mudança tambem são evidentes: na Alemanha, Angela Merkel perdeu as eleições no estado federal da Baixa Saxónia, contrariando as previsões e sondagens. Face a este resultado, as eleições federais em Setembro podem muito bem ser uma surpresa. Ontem, nos EUA, Barak Obama tomou posse perante uma assistência nunca antes vista, que a comunicação social calcula entre 600.000 e 1.000.000 de pessoas. Obama falou como cidadão, prometendo levar a América para um novo caminho. Os EUA já não são a "América branca", mas uma nação de negros, amarelos, espânicos e de brancos. Na Europa, começa amanhã, na Suiça, o Fórum de Davos, um conclave de gente poderosa, onde são discutidos os problemas económicos e sociais do mundo desenvolvido. De Portugal foram convidados, para alem dos habitués, os gestores do Pingo Doce, da Sonae, da PT, do BIC, etc. Banqueiros, políticos, empresários, economistas e sociólogos vão certamente apelar ao investimento, ao crescimento económico, à criação de empregpo. Um alto responsável do Forum de Davos veio hoje dizer que as economias mais competitivas não o eram por ter salários baixos, antes pelo contrário, as economias mais competitivas são aquelas que têm os salários mais altos (cito de memória). Este é um conselho que devia chegar aos ouvidos de Passos Coelho.

Vai ser neste ambiente de inverno, mas cheio de conforto e segurança, que vai decorrer

o Fórum Económico de Davos, na Suiça, um lugar fortemente vigiado por fortes medidas

de segurança, para evitar a intrusão de anarquistas e niilistas durante o evento.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:45 | link do post | comentar

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