Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013

Como era de esperar, a "fuga" do relatório do FMI (destinado a "queimar"

o Estado Social português), encomendado pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, transformou-se em mais uma grande trapalhada. Uma "bomba" daquelas carecia de ser manipulada com cuidados redobrados. Não devia cair na opinião pública, de rompante, e sem remetente. Não se compreende esta trapalhada. O relatório já estava na posse do Governo à algum tempo. Enquanto Passos Coelho andou a entreter o pagode com a "Refundação do Estado", ele já tinha a marosca preparada. Sem dar cavaco aos parceiros sociais, ao Parlamento, ao Presidente da República, e aos partidos políticos. Passos Coelho despreza o maior partido da oposição, e não tem respeito pelo Conselho de Concertação Social. Foi assim, aquando da TSU, foi assim noutros casos, onde era necessário um consenso político. Nesta trapalhada, tambem sai diminuido o Partido do Contribuinte, ou seja, o ministro Paulo Portas, que estava a par de tudo, e que, fazendo parte deste Governo, pretende ficar de fora. Foi essa a atitude de Pedro Mota Soares, o ministro da Solidariedade, quando veio dizer que não, que este estudo do FMI é "baseado em pressupostos errados". Ao fim e ao cabo, esta trapalhada foi encenada na praça pública para esquecer as trapalhadas causadas pela entrada em vigôr das novas tabelas de IRS, do processamento de duodécimos, e da inclusão da taxa de solidadriedade -- que deviam entrar em vigôr a 1 de Janeiro, e nem sequer ainda foram publicadas em Diário da República. Este Governo é imcompetente, trapalhão e inexperiente. Vamos continuar assim, até quando? 

Para remediar o efeito causado pela trapalhada do "Menu do FMI", publicado pelo Jornal

de Negócios, à revelia das boas práticas governamentais, Passos Coelho encarregou o

secretário de Estado Carlos Moedas, de falar pelo Governo. O incumbente foi parco em

palavras e ligeiro na mensagem. Não lavou a sujeira, mas tambem não se comprometeu. 



publicado por Evaristo Ferreira às 16:58 | link do post | comentar

1 comentário:
De Francisco Clamote a 10 de Janeiro de 2013 às 21:46
Meu caro Evaristo Ferreira, na minha modesta maneira de ver, a divulgação do relatório foi coisa combinada. E o que é facto é que a divulgação da forma que foi feita obteve o efeito pretendido: ficou toda a gente atordoada. Com o rebentar da bomba, o que governo pretende é aparecer, daqui por uns tempos, depois de limados os aspectos mais gravosos, como o "bonzinho" da fita. Vai ser assim ou eu muito me engano.


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