Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2013

O país entrou numa "espiral de recessão". Quase todos nós já demos conta

do perigoso rumo que o país está a levar, mas o primeiro-ministro, o seu Governo e os seus admiradores, não querem admitir o erro. Ainda hoje, a UTAO veio confirmar: em 30 de Novembro, o Governo só tinha conseguido realizar 45% do corte no défice. Esqueçamos a venda da ANA. Perante as asneiras cometidas por este Governo, o país não pode continuar neste caminho errático, é preciso travar a fundo. Passos Coelho e as suas teorias do "ir além da Troika" e do "custe o que custar", conduziu o país para este precipício. Passos Coelho não reformou o Estado, como tinha intenção de fazer, ficou-se apenas pela subida dos impostos e pelo corte nos salários da função pública e nas reformas dos  pensionistas. Desbaratou os subsídios de Natal e de férias usupardos aos reformados; desbaratou o dinheiro destinado á redução do défice, e falhou todos os objectivos em 2011, e depois em 2012, onde duplicou a dose nas medidas de austeridade. Agora, em 2013, o país segue em direcção ao precipício, mas Passos Coelho e os seus acólitos, continuam a afirmar que o país está no bom caminho... Mas como é possivel fazer esta afirmação, quando até os "senadores" do PSD estão a criticar o Governo pelas opções tomadas? João Bosco Mota Amaral disse que "repetir em 2014, certamente em maior tom, o que já não deu resultado em 2012 e agora é objecto de insistência, afigura-se politicamente impossivel". "O Governo já não tem retorno", acrescenta Mota Amaral. Já o militante nº.1 do PSD, Francisco Balsemão, afirma que "o Governo tem comunicado mal o que faz bem" -- mas o que é que o Governo faz bem? Balsemão não quis responder. "Às vezes o primeiro-ministro fala de mais", adiantou o patrão da Impresa, dona da SIC, que está preocupado com a privatização da RTP. O deputado Pedro Pinto, em contraste, veio dizer que se o TC chumbar o OE vai ser o fim do mundo (cito de cor). Até o Pedro, o outro, o Santana Lopes, veio tomar partido, defendendo o primeiro-ministro e agoirando todos os que estão contra ele. Assiste-se, neste momento, a um esticar de corda: o PSD assaca ao TC todas as conseguências pela rejeição de parte do OE, ou seja, da confirmação de inconstitucionalidade de algumas medidas. O primeiro-ministro, como resposta à "espiral de recessão" -- apontada por Cavaco Silva -- deixa o recado dizendo que "não estamos a iniciar um ciclo vicioso".  Esta gente é contumaz no delito, por isso continua a insistir no mesmo erro. Depois, vem dizer que é preciso mudar a Constituição. Mas Francisco Balsemão acaba por vir dizer que a Cosntituição "não é um entrave para que a situação seja resolvida". E assim vamos indo, até à derrocada final.   

Pedro Passos Coelho já vê luz ao fundo do tunel, mas eu não consigo vislumbrar nada.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:55 | link do post | comentar

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