Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2012

O défice das contas públicas em 30 de Setembro alcançou os 5,6%. O objectivo

do Governo para este ano era de 4,5%. Dadas as dificuldades na Zona Euro, a Troika já havia acordado, com o Governo, num novo número, ou seja, 5%. Mas nem este objectivo vai ser cumprido pelo Governo de Passos Coelho. No final do ano o défice atingirá pouco mais de 6%. Todavia Passos Coelho continua a insistir nos 5%. Com a venda da ANA à VINCI, por 3,080 mil milhões de euros, o Governo vai, mais uma vez, aldrabar o resultado efectivo do défice das contas públicas nacionais. Em 2011, para cumprir o défice de 6,5%, Passos Coelho serviu-se dos Fundos de Pensões dos Bancários para "mascarar" as contas. Arrecadou 6,000 mil milhões, dizendo que era o último ano que faria tal manigância. Ainda por cima, esqueceu-se de provisionar as pensões a pagar em 2012 aos bancários no montante aproximado de 450 milhões de euros, o que obrigou o Governo a fazer um Orçamento Rectificativo em Fevereiro, expediente que Passos Coelho usa com frequência para rectificar os erros orçamentais cometidos. Para quem dizia, no tempo de Sócrates,  que "o país não podia andar de PEC em PEC", este uso e abuso dos Rectificativos, tem sido inflacionado por Passos Coelho. Foi Manuela Ferreira Leite quem iniciou este processo, ao vender dívidas ao CITIbank no montante de 1,780 mil milhões que depois acabaram por ser devolvidas, em grande parte por incobráveis, forçando o Governo de Sócrates a contabilizar essas perdas. Agora, falta saber se o Eurostat e/ou a Comissão Europeia vão aceitar mais este malabarismo, já que este processo configura um embuste, e muita falta de rigôr. No ano passado, ao querer "ir além da Troika", Passos Coelho fez com que a recessão do país se aprofundasse. Este ano, para cumprir o défice e ter credibilidade junto dos "mercados", Passos Coelho obrigou os portuguses a "emigrar" ou então a passar fome, com um corte brutal no rendimento das famílias. Apesar deste sacrifício e da política do "custe o que custar", Passos Coelho não vai conseguir alcançar nenhum dos objectivos orçamentais em 2012. Utilizar, para o efeito, os dinheiros da ANA, é "mascarar" as contas, é continuar a varrer o lixo para debaixo do tapete, é uma falta de rigôr e de transparência -- palavras estas que foram tão apregoadas por esta gente durante a campanha eleitoral, mas que depois esqueceram, logo que chegaram ao "pote".

Os esteios deste Governo: Passos Coelho parece limpar uma lágrima

furtiva, e Vitor Gaspar, em desespero, tenta evitar um ataque de nervos.



publicado por Evaristo Ferreira às 17:17 | link do post | comentar

1 comentário:
De Francisco Clamote a 30 de Dezembro de 2012 às 15:17
É de esperar de aldrabões outra coisa que que não sejam contas aldrabadas?


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