Terça-feira, 11 de Dezembro de 2012

Cada dia que passa mais se torna evidente a desorientação em que vive este 

Governo. Mais parece uma trupe de artistas de feira do que uma equipa governamental. Uns dias actua em palco um ventríluquo, outro dia sobe à cena o palhaço rico, no dia seguinte temos um ilusionista, e por fim temos um domador de feras. Nos últimos dias temos assistido à actuação do "coiso", que viajou até Bruxelas (pela primeira vez?), como ministro da Economia, para defender uma "coisa" de que toda a Europa já se tinha esquecido. O ministro Álvaro foi exigir a "refundação" da indústria europeia. Pasme-se, o ministro que propôs o "pastel de nata" e do "frango de churrasco" para cluster das nossas exportações, vem agora defender a reindustrialização da Europa... E vai mais longe, o ministro da Economia. Quer que o Tratado de Quioto seja arredado, a fim de acabar com as "regras muito fundamentalistas [prevenção do carbono] , que prejudicam a nossa indústria e o nosso emprego". O ministro falou alto, e parece que foi escutado, pelo menos por mais quatro ministros... Isto é mesmo de artista de cabaret, caramba! Ontem veio comunicar que a MTI-Ferro de Moncorvo, SA vai investir 600 milhões de euros nas minas do nordeste transmontano. Isto, depois de ter prometido "o maior investimento de sempre em Portugal", há cerca de um ano. É só basófia e diversão. Outro ministro que continua a dar espectáculo, é o ex-doutor Miguel Relvas. Depois da recuperação do trauma causado pela sua falsa licenciatura, o ministro da Propaganda está de novo em acção. Foi vaiado pelos autarcas do PSD, por exigir a extinção de Câmaras. Como não conseguiu, agora quer extinguir 1.200 freguesias. A coisa vai dar para a porrada, isso vai. Vamos ter uma Primavera animada. Mas Relvas, que faz lembrar Goebbels, continua a malhar em tudo o que é jornalismo. Ameaçou uma jornalista do Público, levando-a a demitir-se, bem como à Redacção do jornal; ameaçou Nuno Santos, da RTP, e conseguiu a sua demissão; ameaçou um jornalista nos Açores, só por estar alojado no mesmo hotel em que estava Relvas; ameaçou cortar na Lusa, e deixou a agência quase sem meios para trabalhar. Miguel Relvas é uma pessoa de carácter jotista, que não olha a meios para atingir os seus fins. Já esteve arredado, agora voltou reforçado, e exerce o seu mandato como um ditador encartado. Com todos os atropelos à liberdade de imprensa e de informação, perpetrados por Miguel Relvas, já não há ninguem que se insurja contra a "asfixia democrática", a "censura a jornais e jornalistas", e o rastreio à blogosfera, feita por "bufos" ao serviço do nosso Goebbels. Esta gente transformou a política numa feira de vaidades e num exercício de circo ambulante.

Com gente desta, a política transforma-se num espectáculo de circo onde ninguem se respeita.



publicado por Evaristo Ferreira às 15:59 | link do post | comentar

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