Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012

A ideia que tenho sobre o actual momento político é a de que este Governo

está perdido no mar alto. Passos Coelho, que devia ser o timoneiro do barco, navega à vista, sem rumo certo, e os seus ministros, lá vão fazendo pela sua vidinha, contando os tostões à medida que os impostos vão sendo cobrados. É uma faina dura e sem resultados práticos. Pescar em alto mar não é tarefa fácil, sobretudo para gente que nunca aprendeu a pescar em dias de nortada e borrasca valente. Passos Coelho largou e leme do barco e dedica-se agora à oração, pedindo à Virgem Maria para salvar este país. Ele vive como um asceta, arredado de todos, cheio de fé, e convencido de que o barco vai chegar a bom porto. Por mais avisos que lhe dirijam, ele não dá atenção a ninguem, nem aos ministros mais íntimos.  O Relvas continua a semear a confusão entre a tripulação do barco governamental. O ministro Álvaro, que deixou de comer pasteis de Belém, anda agora armado em animador da tripulação. Todos os dias tem uma história de sucesso para contar. Já prometeu que dentro em breve vai haver muita pescaria, e então sim, a indústria a bordo do barco governamental vai prosperar. Já pensa em exportar conservas para a China e a Indonésia. Nos intervalos deste delírio alvarinho, os demais ministros de Passos Coelho vão reparando as redes de pesca, preparam a salga, e Gaspar faz contas aos impostos a cobrar sobre toda aquela actividade piscatória. De vez em quando, a ministra Justiceira sobe ao convés e fala sobre a arte de bem castigar toda a impunidade, em terra, mar e ar. Enfim. O timoneiro Passos Coelho largou o leme, o barco anda à deriva, a anarquia reina a bordo, a produtividade é cada vez mais baixa, e ninguem sabe para onde vai, nem o que anda a fazer naquele barco desgovernado. Andam todos convencidos de que alguma coisa de gratificante vai acontecer, um milagre, ou talvez a multiplicação dos impostos. 

Agora até o inquilino de Belém anda arredado do povo, ele que em tempos tanto

gostava de fazer Roteiros para animar as gentes, dizendo que "o país não podia

suportar mais impostos" -- um remoque a José Sócrates. Ele que em tempos foi o

homem do leme e pedia: "Deixem-me trabalhar!... " Agora não é capaz de corrigir

as coordenadas ao arrais Passos Coelho, que navega à vista, rumo ao naufrágio.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:57 | link do post | comentar

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