Quarta-feira, 17 de Outubro de 2012

Este Governo, planeado e gerado por interesses partidários, está em fase de

quarto-minguante. Os seus actores, parecem lunáticos à procura de água no deserto. Já sabiamos que se ligaram através de um "casamento de conveniência", mas agora verificamos que a sua relação é promíscua e feita de fios sem nexo. Os cônjujes esqueceram-se de jurar fidelidade um ao outro, e agora até mostram que no seu casamento, não consta a cláusula "em comunhão de bens". Paulo Portas não quer assumir o ónus do aumento de impostos. A sua relaçao com Passos Coelho tem sido de desprezo e tambem de amuo constante. Agora é Passos Coelho -- que tem feito o caminho da austeridade sem a companhia de Portas -- de vir castigar o "ministro ausente" (Paulo Portas), acusando-o de estar a contribuir para uma possivel queda do Governo. E deixa o aviso: se tal acontecer, Portas e o CDS/PP terão que arcar com a responsabilidade de uma crise política, que mergulhará o país no cáos. Até agora Paulo Portas, entronizado no diplomático cargo "Ministério dos Negócios Estrangeiros", tem viajado pelas sete partidas do Mundo, a promover as exportações portuguesas -- diz ele. (Mas, o que mais tem contribuido para o aumento das ditas, é o ouro nacional, que os portugueses estão a vender, desfazendo-se dos aneis, para poderem sobreviver à pobreza gerada por este Governo). Contudo, Portas raramente aparece nas reuniões da União Europeia, ao lado do primeiro-ministro, como era seu dever. É certo que Paulo Portas (óh, ironia do destino!), sempre foi eurocéptico... Agora já se reclama de "euro-calmo", mas essa confissão não lhe dá crédito nem o favorece como emissário de Portugal. Em Bruxelas, Estrasburgo ou Frankfurt, quem aparece a representar Portugal é o ministro Vitor Gaspar e o primeiro-ministro Passos Coelho. O ministro dos Negócios Estrangeiros, a quem compete defender a "diplomacia portuguesa", está sempre ausente, ou então é representado por um qualquer Secretário. Isto não faz sentido. Portas esquece que Portugal faz parte da União Europeia, e é no seio das suas instituições que o Governo deve procurar soluções para os problemas que afectam o nosso país. Desgraçadamente, o primeiro-ministro Passos Coelho -- embora vá estando presente nas reuniões da Zona Euro -- tambem não tem feito muito uso das instâncias europeias para resolver as dificuldades em que nos encontramos. Resumindo: com um ministro dos Estrangeiros "euro-calmo" e um primeiro-ministro formatado pelos ideais do neoliberalismo, não admira que toda a acção deste Governo se transforme numa bagunçada.

Os cônjujes parecem estar desavindos. Haja alguem que sirva de moderador

e faça com que esta gente se entenda, ou então que sejam substituidos por

outros actores. Estamos cansados de ver "pieguices e desavenças conjugais".



publicado por Evaristo Ferreira às 14:52 | link do post | comentar

mais sobre mim
Abril 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30


posts recentes

FIM DE CICLO...

A ENTREVISTA DE SÓCRATES

SÓCRATES NA RTP

PASSOS DE JOELHOS

DESCRÉDITO TOTAL

COM PAPAS E BOLOS...

É A ECONOMIA, ESTÚPIDO!

OS PROFETAS DOS "MERCADOS...

QUE SE LIXE O "PÚBLICO"

OS PAPAGAIOS DO COSTUME

arquivos

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

links
blogs SAPO
subscrever feeds