Terça-feira, 9 de Outubro de 2012

Em 2011, com o Governo de Passos Coelho, bebemos meio copo de veneno.

Em 2012, com o desacreditado Governo de Passos Coelho, já bebemos um copo cheio. Em 2013, com um Governo de Passos Coelho recauchutado, vamos ter dois copos cheios de veneno para beber. Por este andar, e a menos que surja um acaso feliz, caminhamos para o suicídio. Custa a acreditar que, passados 15 meses de governação, Passos Coelho e o seu Governo tenha desbaratado todo o crédito e toda a esperança que uma boa parte dos portugueses lhe haviam confiado. Sim, a esta gente de "rigôr e exigência", tal como gostavam de se intitular. Do rigôr, exigência ou pudor, nada temos visto. Mentem descaradamente, friamente, sem pestanejar, e não conseguem cumprir com as metas traçadas nos Orçamentos de Estado. Em 2011 foi preciso um Orçamento rectificativo, para fechar o ano. Em 2012, foi necessário um Rectificativo para incluir 485 milhões de euros de pensões a pagar aos bancários, que não haviam sido incluidos no OE. Ainda em 2012, mais um Rectificativo para acertar as contas. O Défice deste ano, que devia ser de 4,5%, vai passar os 7%... E a dívida pública subiu para os 124% do PIB. Depois de tantos sacrifícios exigidos aos cidadãos, o dinheirinho escapuliu-se, como água por entre aos mãos, e conduziu-nos a esta "avalanche de impostos", com duplicação de austeridade, sem que se vislumbre luz ao fundo do tunel. Custa a acreditar, como foi possivel a estes aprendizes de feiticeiro, fazerem tanto disparate, em tão pouco tempo. O espírito de Pol-Pot, o chefe dos kmers vermelhos, entrou no corpo destes novos apóstolos do "quanto pior, melhor".  Eles teimam em conduzir o país para a miséria, e, de Belém, nem estrela... nem qualquer outro sinal. Nem sequer um cavaco. 

Após tres anos de "tragédia grega", Merkel foi a Atenas falar com Samaras. "O povo grego

está a sangrar", disse o primeiro-ministro, "mas vai continuar a cumprir com os acordos

assumidos". Merkel parece disposta a ceder, concedendo mais tempo ao greverno grego.

A crise é internacional e, para nós, é importante negociar com as instituições europeias. Mas

Passos Coelho não pensa assim... Para ele é apenas uma questão "estrutural da economia".



publicado por Evaristo Ferreira às 14:55 | link do post | comentar

1 comentário:
De Francisco Clamote a 9 de Outubro de 2012 às 21:36
Eu acho, meu caro Evaristo Ferreira, que ainda não vimos da missa, a metade. A continuarmos por este caminho.


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