Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

A notícia de hoje é o desmantelamento, pela Polícia Judiciária, de uma rede de burlões que se dedicava a defraudar o Estado através da "venda" de medicamentos. Os criminosos são farmacêuticos, armazenistas e médicos, alguns do Serviço Nacional de Saúde. O esquema usado era o seguinte: engendravam uma "compra de medicamentos para doenças mentais que eram comparticipados a 100 por cento, mas que nunca chegavam aos doentes e eram revendidos nas farmácias". Usando esta técnica do boomerang, os burlões conseguiram roubar o Estado (Ministério da Saúde) em mais de 2 milhões de euros... Já estão atrás das grades 8 burlões e espera-se o arrestamento de mais gente desonesta que prolifera e medra à custa do Serviço Nacional de Saúde. A classe dos boticários (farmaceuticos) está atolada neste negócio de facturas falsas. E a classe médica tambem contribuiu para este regabofe, pois eram eles que receitavam a trouxe-mouxe antidepressivos e antipsicóticos. Com esta suspeita de prescrições irregulares, parte do corpo clínico do SNS deixa revelar uma atitude de abandalhamento do serviço público, traduzida por estas palavras: "quanto pior, melhor". Estamos para ver até onde se estende a actividade mafiosa de profissionais tidos como honestíssimos e de empresários que utilizam o Estado apenas para ganhar dinheiro através de expedientes fraudulentos.

Não há dúvida que os portugueses sempre se mostraram ser hábeis em negócios de candonga, em acordos trapaceiros. Desde o século XV, quando fomos mundo fora, "por mares nunca dantes navegados". Mas temos gente que não admite isso. Por exemplo, o Zé Manuel Fernandes, quando era director do Público, comandou uma "cruzada" contra os dirigentes angolanos, acusando-os de serem corruptos. O JMF esquece que os "mestres" do

peculato e da fraude em Angola, foram os "tugas". No entanto aquele país já tem hoje o aval de alguns organismos internacionais no que toca às boas práticas de governo, e tem um organismo dedicado a erradicar a  corrupção na esfera do Estado. Nunca me lembro do JMF utilizar o Público para denunciar a corrupção, o peculato e o nepotismo em Portugal. Na verdade ele era incapaz de ser um jornalista neutro.



publicado por Evaristo Ferreira às 18:22 | link do post | comentar

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