Segunda-feira, 10 de Setembro de 2012

A comunicação ao país, feita pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho,

para anunciar algumas das medidas de [mais] austeridade a incluir no Orçamento Geral do Estado para 2013, representa o limite da linha que define a tolerância e a permissão entre governantes e governados. O que foi dito pelo primeiro-ministro é inaceitável dado que o Governo não vai cumprir o défice de 4,5% este ano, e porque a solução apresentada por Passos Coelho é mais uma "dose de veneno" (igual às anteriores), que vai afundar a economia nacional e gerar pobreza na generalidade da classe média. O primeiro-ministro continua, sózinho, alucinado e teimoso, a querer impôr uma política de empobrecimento do país, que pode resultar numa espécie de modelo kmeriano, implantado no Camboja por Pol-Pot nos anos de 1975-1978. O regime dos kmers vermelhos tinha por missão destruir o modelo político e económico vigente, para depois implantar um regime de escravidão, tirania e pobreza extrema. Um regime de pobreza total, onde cada um nada tinha de seu, nem sequer um garfo ou uma colher para poder comer uma refeição. O discurso de Passos Coelho trouxe-me á memória as imagens do regime tirano implantado por Pol-Pot. Com a teimosia e paranoia do "custe o que custar", do nosso primeiro-ministro, o país está a afundar-se de dia para dia, até à pobreza total, e a fazer com que os portugueses se decidam a revoltar-se, contra esta corja que nos governa. Esta é a minha opinião. Tres dias depois, já muito foi dito e repetido, nas televisões, nas rádios, nos jornais e na blogosfera. Apesar disso, o clamor, a raiva e o protesto continuam a aumentar. Vamos entrar num ciclo de "rotura do consenso social". Vamos assistir a manifs, greves e protestos espontâneos. O Governo desta "gente honrada, cumpridora da palavra dada", falhou, aumentou a dívida para 118%, fez tábua rasa dos direitos e garantias de quem trabalhou toda uma vida, no sector privado, e agora esta "gente honrada", rouba-lhe dois meses de pensão. Disseram-nos que era para "salvar o país", mas foi para piorar tudo. Prometeram-nos ser exigentes e rigorosos, mas agora vêm pedir-nos mais sacrifícios, dizendo-nos que a culpa é do Tribunal Constitucional... Se isto não é uma corja de gente, que outra coisa podemos dizer?

 

Enquanto pedem sacrifícios ao povo, os governantes utilizam os dinheiros

do Estado para comprar carros de luxo, como aconteceu com o primeiro-

ministro, a quem foi entregue este verão um Mercedes de alta cilidranda.



publicado por Evaristo Ferreira às 11:51 | link do post

De Santos Costa a 10 de Setembro de 2012 às 21:29
Evaristo

Terminas com: "Se isto não é uma corja de gente, que outra coisa podemos dizer?"
Eu respondo: já nem sequer vale a pena dizer nada; podemos é fazer tudo.
O anterior estragou, este esfandegou.
Socorro!


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