Quarta-feira, 5 de Setembro de 2012

Este Governo, liderado por Passos Coelho, todos os dias nos surpreende.

Um dia é pelo Álvaro, outro dia é pelo arrelvado Relvas; uma semana é pela ministra da Lavoura, outra semana é pelo ministro das Tropas; quando não é por um ministro é pelo secretário da Cultura ou pelo "contratado" António Borges; e por entre todos eles, quando não é pelo primeiro-ministro Passos Coelho, é pelo aliado da Coligação, ou seja, o Dr. Paulo Portas, naqueles dias em que está em Portugal. Nos últimos dias temos assistido a uma série de declarações, vindas dos nossos governantes, que nos deixam abismados e incrédulos. A grande fonte de surpresas está a ter origem no CDS/PP, partido que serve de muleta a Passos Coelho. Paulo Portas aliou-se a Passos Coelho para poder chegar ao "pote". Dividiram os ministérios e secretarias em conformidade com as normas do "casamento por conveniência", e acabaram por se entender para formar Governo. Mas a verdade é que, ao longo destes 15 meses de governação, Paulo Portas raramente apareceu ao lado de Passos Coelho nas horas de "temporal" e de crise, causados pela execução do Programa da Troika. Portas sempre fugiu à tempestade, abrigando-se no Palácio das Necessidades. Agora com a publicação dos resultados da execução orçamental divulgados pela UTAO, é pública e notória a desavença entre Pedro e Paulo. O divórcio pode estar para breve. Portas não quer assumir a sua quota-parte nas responsabilidades que lhe cabem, pelo colossal falhanço nas metas do Governo. E recusa comprometer-se com algumas medidas. Vai dizendo que "chega de impostos"; que a "lei autárquica penalizaria o CDS/PP"; que o Aeroporto Sá Carneiro deve ficar fora da privatizado da ANA; que a "RTP não pode ser privatizada", e deve ccumprir com o "serviço público", etc.  Convém lembrar que, em 1993, Paulo Portas defendia a privatização da RTP, nas colunas do Independente, do qual era director. Outros tempos -- dirá Paulo Portas. A verdade é que, de dia para dia, à medida que o falhanço do "custe o que custar" se vai revelando cada vez mais aterrador, Paulo Portas vai tirando o "cavalinho da chuva", e procura abrigar-se da tempestade que aí vem. Portas descarta-se das "reformas estruturais" de Passos Coelho, e mostra que, para ele, o interesse partidário está acima do interesse nacional.

Estaremos cá para ver como vai acabar o "casamento de conveniência" entre PSD e CDS/PP.



publicado por Evaristo Ferreira às 14:45 | link do post | comentar

1 comentário:
De Francisco Clamote a 7 de Setembro de 2012 às 00:57
Caro Evaristo Ferreira, não me parece que o divórcio se concretize. Tudo não passa de arrufos. Aliás, o Portas é perito nestas faenas . O que ele pretende é tão só desviar-se da cara do toiro.

Ontem tentei deixar aqui um comentário. Em vão, porque os caracteres aqui em baixo teimaram em não aparecer.
Graças a Zeus, voltaram. Abraço.


Comentar post

mais sobre mim
Abril 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30


posts recentes

FIM DE CICLO...

A ENTREVISTA DE SÓCRATES

SÓCRATES NA RTP

PASSOS DE JOELHOS

DESCRÉDITO TOTAL

COM PAPAS E BOLOS...

É A ECONOMIA, ESTÚPIDO!

OS PROFETAS DOS "MERCADOS...

QUE SE LIXE O "PÚBLICO"

OS PAPAGAIOS DO COSTUME

arquivos

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

links
blogs SAPO
subscrever feeds